domingo, 29 de dezembro de 2013

UFC: onde foi parar nossa humanidade?

Olhem bem e enxerguem onde está nossa humanidade
Eu sempre me indaguei a respeito dos motivos de tanta audiência que tem o UFC. Uma luta que a realização plena da transformação da violência, da força bruta sem limites, em espetáculo.

Multidões se reúnem para admirar esse show pelo mundo afora. Aqui no Brasil, ficam acordadas madrugada adentro para assistir homens e mulheres destruindo-se mutuamente, como se estivessem num Coliseu eletrônico.

Do outro lado da tela, romanos contemporâneos entorpecidos pelo gosto da violência. Quanto mais hematomas, quanto mais sangue, melhor.

Eu lembro dos debates a respeito da violência do boxe de décadas atrás. Hoje, eu vejo que o boxe é uma luta entre cavalheiros, cheia de regras e de limites.

É possível até mesmo enxergar hoje alguma arte no boxe, alguma beleza nos movimentos dos lutadores, alguma ética que limita os ataques e lembra sempre que aquilo se trata de um esporte.

Eu lembro da ingenuidade do telequete, onde a violência era apenas simulada, mas já me causava essa sensação de desconforto.

Já o UFC, é a força bruta transformada em arte-marcial, onde lutadores já inconscientes continuam a receber sem misericórdia violentos golpes na cabeça, como se vencer justificasse tamanho ato de animalidade.

E é exatamente nesse momento que a massa entra em delírio, como se desejasse que o juiz jamais parasse a luta.

Quando eu vi hoje a foto da perna de Anderson Silva se partindo ao meio e os vídeos mostrando em câmera lenta como isso aconteceu, eu percebi que não era um membro de um lutador brasileiro e seu destino que estavam em jogo: era nossa humanidade, de quem nos distanciamos mais a cada dia.

Por isso, foi inevitável a lembrança da eterna frase de Chaplin e do quanto ainda vale que ela seja repetida hoje:

"Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar. Os que não se fazem amar e os inumanos!"

209 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 209 de 209
Anônimo disse...

ninguem e obrigado a lutar,os atletas estao la porque eles querem,e eles estao ciente das concequencias!!!intao seu cuzao pega esse texto que vc escreveu e enfia no seu cu!! seu viado

Gabriel Borges dos Santos disse...

O autor desconhece a frequência com que as lesões ocorrem nos esportes, se deixa levar pela emoção de ver um sangue no tatame e se perde num discurso moralista e sem conhecimento de causa.
Não era o texto que queria usar como exemplo, mas já elucida:
"Se fizermos uma comparação, o Boxe é até sete vezes mais perigoso que o MMA em termos de risco para a saúde. Isso ocorre por dois motivos, principalmente: o repertório de movimentos do MMA é maior, diminuindo as repetições excessivas em uma mesma luta e, no boxe, o atleta normalmente é exposto a mais tempo de embate em uma única competição – no MMA, os rounds das lutas em que não se disputam títulos, são três de cinco minutos, já no Boxe são de quatro a 10 de três minutos, podendo expor o atleta a até 30 minutos de disputa com adversários bem preparados fisicamente."
Fonte: http://www.epochtimes.com.br/pros-contras-praticar-mma-boxe/
Só pra constar, futebol também lesiona mais que MMA. Vamos ler, amigo.

Bruno Rossi disse...

Não seja iludido amigo, selvageria é o que ocorre no oriente, é o que o seu país faz com você quando ti rouba, é o que os bárbaros faziam na época que estavam invadindo Roma.

Ali ninguém é criança, ninguém é despreparado, ninguém faz apenas por gosto, ninguém está contra a vontade própria, pelo contrário, se dedicaram toda uma vida para estar pisando ali. E sua ignorância é tanta, que ao querer comparar com o boxe, não sabe que a arte do pugilismo pode ser muito mais perigosa, pois o atleta tem liberdade de se levantar semi-nocauteado e voltar ao combate, o que pode gerar risco de vida e danos cerebrais, coisa que no UFC não ocorre, os árbitros interrompem combates muito antes da integridade física do atleta estar em risco, encerrando muitas lutas de forma prematura. Vá pesquisar antes de fazer um texto, e pior, postá-lo, vá se informar.

Anônimo disse...

ao dono do blog

entendo sua boa intenção e concordo que isso é mesmo uma animalidade, pois nunca uma arte marcial deveria ter sido tão desvirtuada por símios humanos...sou praticante de kenjutsu e ninjutsu e tbm ja segui ensinamentos de taichi e kung fu terminando no aikido e só tenho a dizer que essas pessoas que proclamam serem atletas nada mais são do que estúpidos animais com muita falta de respeito por seus próprios corpos... mas devo censura-lo com relação a postagem... essas pessoas estão lá por livre e espontânea vontade e nada podemos fazer para priva-los de algo que nenhum orgão privou.

não concordo que seja um esporte, é sim uma animalidade, mas é o simples reflexo da humanidade atual e espero que entenda que essas pessoas estão colhendo instantaneamente o que plantam...

se o principio da arte marcial é nunca usar os ensinamentos para ferir um semelhante, essas pessoas que fizeram essa estupida escolha estão pagando pelos seus atos instantaneamente e tudo que nós devemos fazer é ignorar e deixar que se estripem como os animais que desejam ser.

(atos enérgicos, medidas enérgicas)

CinthiA disse...

VAI CIGANOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

Anônimo disse...

Não vejo graça algumq em ver as pessoas se batendo, sinceramente, isso n era nem pra ser considerado um esporte.

bolha disse...

Hum, estranho as críticas a reportagem do rapaz sobre o que ele pensa do UFC/MMA num blog dele. Porque ele tem que ser especialista ou conhecer mais o assunto para poder criticar? É uma coisa óbvia o que ele está dizendo. Ele não gosta e acha violento e desumano e não precisa ser xingado. Eu sinto que isso tem implicações muito fortes na constituição social. Eu gostei muito do comentário do Eduardo, pois ele foi no ponto ao meu ver. O que está sendo discutido aqui não é sobre MMA e sim sobre violência no MMA/UFC e sua popularidade, sobre humanidade ou falta dela. Eu noto isso sempre Eduardo, nossa sociedade não é tão violenta no sentido físico, mas no sentido sutil ela é violentíssima. Ironias, piadinhas, em geral, são sim agressões gratuitas, e isso não é opinião, é certeza na quase totalidade delas. Quando alguém, um amigo ou mesmo um qualquer fizer piadinhas sobre você, fique sério e você vai ver onde vai parar a graça do piadista, vira agressão quase sempre. Em geral as pessoas ofendem quem discorda delas e ai ficam cegas e esquecem o tema central, eu sei disso porque as vezes cometo esse erro.

Anônimo disse...

Certas coisas são meio óbvias. E as imagens falam por si.
Seria bom se refletíssemos de vez em quando,
sobre o porque de sentirmos tanta satisfação em ver duas pessoas num ringue praticando esse esporte denominado MMA.
Que tipo de sentimento é esse? Seria o mesmo experimentado
pela multidão de pessoas que na Roma antiga comparecia ao Coliseu?
Ou seria um sentimento mais nobre e altruísta? Apenas pensem nisso.

Anônimo disse...

AMERICAN ACADEMY OF NEUROLOGY POSITION STATEMENT ON SPORTS THAT INCLUDE INTENTIONAL TRAUMA TO THE BRAIN

Introduction Members of the American Academy of Neurology specialize in treating disorders of the brain and nervous system. Their clinical experiences and reviews of formal studies of the effects of blows to the head in sports lead to the following conclusions and recommendations.

Conclusions: Sports that include intentional trauma to the brain (including boxing, mixed martial arts, and extreme fighting) are a serious threat to the neurologic function of those who engage in them. Formal studies have shown that even with protective head gear, measurable, persistent damage to the brain occurs, with some participants suffering serious neurologic damage. Children, who are even more susceptible to damage in these sports, especially when they begin at an early age, are becoming increasingly involved in such sports.

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