terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eleição em JP: pesquisas, pesquisas, para todos os gostos e ocasiões


O quadro eleitoral da campanha para prefeito em João Pessoa muda a cada divulgação de pesquisa. Ontem, foi a vez da segunda pesquisa encomendada pela TV Arapuan vir a público. Desde a primeira pesquisa, o Instituto Opinião destoa de todas as outras divulgadas até agora. Foi nessa primeira pesquisa, por exemplo, que Luciano Cartaxo, do PT, superou pela primeira vez a marca dos 14%, na qual permaneceu por quase um mês desde que registrou sua candidatura. Na de ontem, Cartaxo chega a convenientes 19%, o que representa um empate técnico em primeiro lugar tanto com Cícero Lucena (23,5%) quanto com José Maranhão (23%). Ao passo que Estela Bezerra, do PSB, cresce e chega aos 16%, também em empate técnico com Cartaxo. 

A conveniência da margem de erro

Em todas as pesquisas publicadas até agora, Cícero Lucena e José Maranhão mantiveram uma acirrada disputa pelo primeiro lugar, enquanto Cartaxo e Bezerra ficaram à distância numa disputa pelo terceiro. Vejam o caso da pesquisa da TV Tambaú, divulgada apenas há uma semana. Ali, comparando com pesquisas de outros institutos divulgadas, já que foi a primeira realizada, todas as variações aconteceram dentro da margem de erro, portanto, não representava nenhuma mudança no quadro eleitoral. Se Cícero Lucena cresceu fez isso dentro da margem de erro; se Maranhão perdeu pontos, o fez também dentro da margem de erro, com Cartaxo a mesma coisa, e mesmo Estela "cresceu" também dentro da margem de erro.

Isso até a pesquisa as TV Arapuan ser divulgada, promovendo uma completa, mas, também, conveniente, reconheçamos, alteração no quadro eleitoral, especialmente para os candidatos governistas (Cartaxo e Estela). A grande pergunta é: qual fato político de relevância foi produzido para levar a uma mudança tão repentina no desempenho desses dois candidatos? Eu, particularmente, não percebi nenhum. 

Podemos estar diante de uma mágica política que só as pesquisas eleitorais são capazes de promover: a mágica da margem de erro. Por essa mágica, a diferença entre os candidatos pode variar de 6, 7, 8 e até 10%. No caso da pesquisa da Arapuan, essa variação pode chegar a 6,6%, para baixo ou para cima. Então, uma diferença de 6% pode se transformar em empate técnico. Acrescente-se a isso o fato de que estamos ainda a quase um mês da eleição, quando tudo é projeção, tudo é “momento”. A aproximação do dia da eleição tem sempre o condão de ajustar os resultados das pesquisas à realidade. 

Novos capítulos dessa novela das pesquisas virão. Se umas vão desmentir as outras, só o tempo dirá. Por ora, é bom ninguém se empolgar muito com pesquisas eleitorais, especialmente as que são realizadas na Paraíba.

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