sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dilma e Marina, RC e Cássio no 2º turno: como ficaria o PT da Paraíba ?

E se...?
Ninguém até agora analisou as injunções políticas e eleitorais da mudança na chapa presidencial do PSB, com a assunção de Marina Silva à cabeça de chapa no lugar de Eduardo Campos. 
Marina sempre obteve índices superiores nas pesquisas, o segundo turno se torna quase um fato consumado, diferente do que ocorria quando o candidato era Campos, que se mantinha à distância, mesmo de Aécio Neves. E esse é um fato que deve preocupar o PT da Paraíba, já que o partido trabalha com a hipótese de um segundo turno no estado.
As injunções eleitorais na Paraíba
Enquanto o candidato foi Eduardo Campos, o PSB da Paraíba mantinha uma conveniente distância do “irmão siamês” do governador Ricardo Coutinho. Tanto que na Paraíba os números de Campos pouco diferiam dos do resto do país, à exceção de Pernambuco.
Não era incomum, mesmo entre os dirigentes, ver “ricardistas” usando botons de Dilma no peito. Ah, como é volúvel essa gente...
É provável, entretanto, que cenas como essas não sejam mais apreciadas. O desempenho da nova candidata do PSB nas pesquisas provocou uma mudança de ânimo no ricardismo e o próprio governador já tenta vincular sua imagem a da verde-transgênica Marina.
Resta saber como o petismo vai encarar essa nova situação. Apoiando um eleitor de Marina Silva, que pode ir ao segundo turno com Dilma Rousseff, o PT pode ficar numa imensa saia justa caso essa ameaça se torne realidade.
Quando tudo parecia indicar que Eduardo Campos não estaria no segundo turno e RC mirava lá na frente surfar na tradicional polarização PSDB-PT, os petistas pareciam confortáveis e certos de que a temerária estratégia adotada não sofreria mais atribulações.
Eis que as contingências da vida e da política cuidam de desfazer essas certezas.
Vamos imaginar a cena e projetar a realização de segundo turno tanto na Paraíba quanto nacionalmente. Cássio contra RC e Dilma contra Marina.
Diante desse quadro, com quem o PT construiria alianças no segundo turno na Paraíba? Qualquer diálogo com Cássio, agora sem Aécio na disputa, estaria de pronto rejeitado? Ou Cássio seria procurado para o constrangimento do aliado governador marinista.
Ou, para a incredulidade de todos, seria mantida essa pantomima que quer fazer crer numa “divergência” entre as direções estadual e nacional do PT para enrolar o PMDB no caso da coligação estadual, e o acordo seria feito “por cima” com Cássio, sem o apoio das “bases” cartaxistas?
Enfim, o drama do PT da Paraíba parece não ter fim. Mais capítulos virão, principalmente depois da eleição.

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