segunda-feira, 15 de junho de 2009

SOBRE UMA POSSÍVEL CONVERSÃO DE MINHA PARTE AO CASSISMO

Em razão da irritação causada em alguns defensores do governo Maranhão por conta dos comentários a respeito de dois aspectos que considero avanços do governo Cássio Cunha Lima (a lei antinepotismo e a autonomia financeira da UEPB), eu esclareço que não virei cassista, assim como nunca fui maranhista quando criticava severamente o governo de Cássio. Não acho também que por conta disso, o governo Cássio possa ser considerado melhor que o de Maranhão. O atual governador terá que fazer um governo muito medíocre em vários campos para conseguir ser pior que o governo anterior.

Entretanto, eu continuo a achar que a lógica do cordão encarnado - e preto, do PMDB - contra o cordão azul - e amarelo, do PSDB, - além de ser um atraso para a política paraibana, só beneficia os dois contendores principais dessa disputa. É como se o destino da Paraíba estivesse inexoravelmente atrelado a esses dois grupos políticos. E desse jeito lá se vão quase 20 anos de revezamento entre Cassio e Maranhão no poder.

Sobre Cássio, eu devo dizer aos maranhistas que se todo o governo estadual se juntar em um único espaço, provavelmente ninguém ali terá mais criticado publicamente - sim, porque em mesa de bar não vale - o ex-governador tucano do que eu, principalmente no quer diz respeito a forma patrimonialista da gestão pública empreendida por ele, não tendo sido por acaso que ele foi cassado pelo TRE da Paraíba duas vezes (outras ainda virão?).

E se eu resolvesse juntar tudo o que eu escrevi e foi publicado sobre Cássio, por exemplo, na coluna do jornalista Rubens Nóbrega no Correio da Paraíba, focando especialmente na postura pouco republicana do cassismo na administração da coisa pública, talvez desse para fazer um pequeno livro. Ou seja, fiz o que muito maranhista tinha vontade e não tinha coragem sequer de dizer, quanto mais de escrever e tornar público no jornal de maior circulação do estado e na mais lida coluna do jornalismo paraibano.

Não gosto de lembrar desse fato, mas foi por essa razão que minha esposa foi demitida, em 2007, depois de prestar serviços ao estado como Assistente Social por mais de 14 anos, e no começo de uma gravidez. Se alguém conhece bem a mesquinhez política do cassismo, esse alguém sou eu.

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