segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ricardo Coutinho tenta roubar a cena em um filme do qual ele só participou da última cena

RC na última cena de um filme que começou lá atrás

Vejam como são as coisas: durante os oito anos em que Ricardo Coutinho foi Prefeito de João Pessoa, o Botafogo viveu um dos piores momentos de sua história, tendo ficado dez anos sem ser campeão paraibano. 

O último título foi exatamente o de 2003, um ano antes do início da gestão de RC na Prefeitura. Nesse mesmo ano, o Botafogo quase se classifica para a série B, quando disputou o campeonato e conquistou um honroso 3º lugar (à época, só se classificavam dois clubes).

Pois bem. 10 anos depois do último título paraibano e da última grande campanha nacional do Botafogo, enxerguei incrédulo, ontem, da arquibancada do Almeidão, o Governador Ricardo Coutinho "homenageando" o Belo ao entregar ao capitão do time o troféu de Campeão da Série D, tentando a todo custo roubar a cena e  o lugar que, por justiça, era devido ao Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. 

É bom que se registre que RC, devidamente paramentado com a camisa do Botafogo, estava lá apenas para  pousar para as flashs de jornais e para as câmeras de TVs, já que, em nenhum momento, o nome do governador citado pelo tagarela locutor do governo do estado que monopolizava o serviço de som. 

A razão para esse "esquecimento" não é difícil de entender. O governador provavelmente receava a maior vaia que levaria em sua vida, uma vaia de mais de 30 mil torcedores (anunciaram 20 mil, mas eu não creio que o Almeidão tenha encolhido, pois não havia lugar para mais ninguém no estádio).

Nelson Lira: amor instantâneo por RC
Já Luciano Cartaxo caminhava na arquibancada em meio à torcida, o que ele repetiu em todos os jogos do Botafogo na Série D, inclusive no decisivo, contra o Tiradentes, em Fortaleza, que classificou o Belo para a Série C e ratificou essa nova fase do time da maior torcida da Paraíba, assegurando não apenas um novo estágio na ascensão do Botafogo, como um calendário para todo o ano de 2014 - algo que depreciava o clube e humilhava sua torcida.

E vem a inevitável pergunta: esse ano maravilhoso para o Botafogo foi fruto do acaso? Nasceu da vontade e empenho da diretoria do Botafogo, enredada até então em suas eternas disputas internas? Qual acontecimento foi decisivo para que o destino do Botafogo, marcado por 10 anos seguidos de humilhações, fosse alterado da maneira que só a felicidade dos mais de 30 mil torcedores que foram ontem ao Almeidão pode testemunhar?

Enfim, não fosse o apoio da PMJP ao time pessoense, que deu suporte para um projeto de Botafogo à altura do tamanho de sua torcida, de suas tradições e da cidade que o abraça numa quase unanimidade, teria a diretoria do Botafogo apresentado condições para um voo tão alto, que o projeta hoje para alcançar uma distância que só as pretensões de um torcida campeã é capaz de medir hoje?

Não tivesse o Prefeito Luciano Cartaxo vestido a camisa do futebol de João Pessoa, em todas as suas cores, para, no fim, predominar o preto e branco do Botafogo, e do vermelho de sua estrela – nesse feliz encontro de simbologia inquestionável, – o Belo chegaria ao lugar onde hoje se encontra, que nem o mais fanáticos dos seus torcedores sonhavam no início de 2013?

Por isso, a verdadeira aparição do governador Ricardo Coutinho, na última cena dessa verdadeira epopeia futebolística que foi a conquista do Campeonato Brasileiro da Série D – que começou lá atrás, com a conquista do Campeonato paraibano –, não pode ser chamada por outra coisa que não esta: oportunismo. 

Cartaxo no meio da torcida do Botafogo: sem o apoio da PMJP o que teria sido
do Botafogo em 2013? 

Um comentário:

Anônimo disse...

Pior é Nelson Lira que fica feito uma perua doida sem saber o que quer, pra mim, Ele foi covarde com o Prefeito.