quinta-feira, 20 de maio de 2010

Indicação do vice na chapa do PSB: jogo de cena e de cartas marcadas?

Enviei o comentário abaixo para Rubens Nóbrega e ele publicou em sua coluna. Como o tema continua atual, transformo o referido texto nesta postagem.

A "disputa" atual entre Ricardo Coutinho, que diz querer Daniela Ribeiro, e Cássio Cunha Lima, que quer seu tio Ivandro, pela vice é blefe, um ardil para ir empurrando a decisão até o último momento para impedir que o PP saia em busca de outro ninho.

Eles aprenderam com o caso Armando Abílio e resolveram não dar argumentos para que o PP pule fora do barco. Por que Ricardo Coutinho não fez circular àquela época que preferia Carlos Dunga? Porque acreditavam que Armando Abílio não teria coragem de enfrentar um partido cujas principais lideranças eram cassistas, e que ele tinha ido longe demais no apoio ao candidato do PSB. Então, pagaram para ver.

Agora, eles ensaiam essa disputa, onde o candidato a governador revela sua preferência, mas antecipa de antemão que nada será decidido agora. Já Cunha Lima e os cassistas fincam pé em Ivandro, dando a entender que estão esticando a corda. E estão mesmo. Ora, todo mundo sabe que Ricardo Coutinho é refém de Cássio Cunha Lima. Se o ex-governador retirar-lhe o apoio pouco sobrará a Coutinho além do seu coletivo. Esse é o custo adicional pelo apoio formal do PSDB e pela desgastante retirada da candidatura de Cícero Lucena.

Portanto, indicar a vice para Cássio não é só uma questão eleitoral, é também uma questão de autoridade. Na mesa com Ricardo, o trunfo é paus. Ricardo Coutinho quer passar a idéia de que tem uma carta na manga, talvez uma rainha (Daniela), mas está mesmo de mãos vazias.

Isso nós vamos ver quando ambos baixarem suas cartas na mesa na hora da decisão. E então veremos que todas as fichas estarão com Cássio Cunha Lima. E Ricardo Coutinho terá sido só mise en scène para o público externo. E para Daniele Ribeiro, principalmente.

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Rapaz,

E pensar que se trata de um historiador?

Anônimo disse...

Caro Rapaz!
E pensar que se trata de um historiador?!