terça-feira, 11 de maio de 2010

PT na majoritária: desafio é evitar predomínio conservador na chapa maranhista


A renúncia de Luciano Cartaxo pode ter ajudado na solução do impasse que ameaçava se estender até a última hora das convenções partidárias. Com o veto do governador José Maranhão ao nome indicado pelo PT para ocupar a vaga de vice-governador na chapa que será por ele liderada, e sem forças suficientes para impor sua indicação, as lideranças do PT tem agora o desafio de evitar o desastre político que seria o partido não participar da chapa majoritária, o que ratificaria a idéia de que o PT na Paraíba não tem projeto de poder, sendo mera força auxiliar, seja do PSB seja do PMDB.

Nesse sentido, os dois desafios mais urgentes do PT paraibano são: criar as bases para reunificar o partido (no curto prazo, extirpar o "fogo amigo") e evitar que a chapa maranhista seja predominantemente conservadora. Vamos a essa discussão.

Luis Couto estimula a divisão interna do PT

Para começar, vale ressaltar aqui os esforços do atual presidente do partido, Rodrigo Soares, que, com a força limitada de um partido dividido e tendo que encontrar o necessário equilíbrio político, se esforça tanto para evitar o isolamento do partido quanto para tornar o PT administrável, mesmo sob o fogo cruzado dos adversários internos e externos. Soares, pode-se dizer, tem tido uma verdadeira paciência de Jó para não responder à altura as provocações que vem, principalmente, do deputado federal Luis Couto e de seu agrupamento, cuja atitude pouco política e marcada claramente pelo ressentimento, tem apenas ajudado a aprofundar mais ainda as dificuldades que vive o PT hoje, tudo isso num momento chave de sua história.

O PT e a esquerda tem a responsabilidade de vencer as eleições, ao lado dos seus aliados nacionais – que por sinal são os mesmos aqui da Paraíba, à exceção do PSB, que se aliou aos adversários de Lula, de Dilma Rousseff e do PT – para evitar o imenso retrocesso político, social e econômico que seria a vitória de José Serra e do PSDB na eleição presidencial. Por isso, não se sustenta a verdadeira cruzada que o padre Luis Couto está envolvido, não apenas contra Rodrigo Soares, mas contra a política e os interesses estratégicos nacionais do PT.

Enquanto Luís Couto não reconhecer que a política que ele e seu grupo defendem foi derrotada na eleição interna que escolheu a direção atual do PT, ele continuará a perder tanto apoio interno quanto externo, afinal, não custa lembrar, a política do agrupamento vitorioso não só foi ratificada, mas ampliada em termos de apoio político no último encontro estadual do PT. Enquanto Luis Couto prega verdadeiramente num deserto, só sendo ouvido pela imprensa que, especialmente a cassista, amplifica suas opiniões visando enfraquecer mais ainda o PT, os filiados do partido só tem uma idéia na cabeça: eleger Dilma Rousseff e derrotar os adversários de Lula, na Paraíba e no Brasil.

E enquanto Luis Couto exerce obsessivamente o papel de estimular a divisão interna, está cada vez mais claro para os petistas qual é o verdadeiro embate político em 2010, e que o candidato do PSB, com sua guinada à direita, ao contrário de representar o "novo", é o desaguadouro do que há de mais atrasado em termos políticos na Paraíba. Collor, não custa lembrar, era a "encarnação" do novo em 1989, e Brizola, a esquerda a ser batida no início da campanha, o "velho" (então, quem era "novo" e quem era "velho" em 1989? Quem é "novo" e quem é "velho" em 2010, na Paraíba?). Cássio sempre foi a promessa jovem da política paraibana, entretanto jamais houve governo tão conservador e patrimonialista como o seu na Paraíba.

Por isso, antes de mais nada, Luis Couto deveria manter aquilo que é uma marca de sua história pessoal, que é de generosidade política, e subordinar seus objetivos individuais e de grupo a um projeto cuja vitória terá repercussões não apenas no Brasil, mas na geopolítica mundial, e especialmente da América Latina. Aqueles que desejam continuar construindo uma alternativa internacional à influência dos Estados Unidos e da Europa precisam que o PT vença a eleição.

Mais do que isso. Espera-se de um ardoroso defensor dos direitos humanos uma atitude de respeito à democracia e à vontade da maioria. Luis Couto tem todo o direito de não ser candidato ao Senado na chapa do PMDB, nem mesmo pode ser obrigado a subir em seu palanque, mas, em respeito à decisão de um partido que ele presidia há menos de 6 meses atrás, exige-se pelo menos o silêncio, ao contrários dos constantes ataques públicos, especialmente contra o atual presidente do PT, Rodrigo Soares, que até o início de 2009 foi um fiel aliado e apoiador.

Afinal, o principal desafio de Soares é conduzir o partido para que 2010 seja um ano vitorioso para o PT. E isso começa pela escolha dos aliados. E, sinceramente, nesse campo não havia alternativas desde que Ricardo Coutinho preferiu a companhia do PSDB e do Dem, rejeitando a possibilidade de uma candidatura de centro-esquerda, tornando-se a aliança com o PMDB o único caminho, não só porque o partido indicará o candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, como um petista ocupava e ocupa o cargo de vice-governador.

Por outro lado, numa campanha polarizada como será a de 2010, não haverá espaço para meio-termo e a polarização acabará se impondo na Paraíba. E o PT, mais do que qualquer outro partido, tem um lado nessa disputa. Afinal, se Serra é PSDB, e o PSDB é Ricardo Coutinho, Dilma é PT e o PT na Paraíba é José Maranhão. Então, para qualquer petista que preze sua fidelidade ao partido e ao projeto do PT, não há dúvida nessa escolha.

Mesmo que o candidato do PSB se esforce para deixar claro que a desistência de Cícero Lucena não fez parte de um gran acuerdo nacional com a direção nacional do PSDB. Seja como for, na Paraíba, mesmo que José Serra, pelo menos publicamente, não tenha o apoio de Ricardo Coutinho, o inverso será plenamente verdadeiro: Ricardo Coutinho é o candidato de José Serra, e ele jamais vai rejeitar essa condição, porque Ricardo Coutinho quer ser o depositário dos votos serristas e dilmistas ao mesmo tempo. Até nisso Coutinho segue os passos do seu padrinho Cássio Cunha Lima. Da mesma maneira que, sem nenhum escrúpulo, o ex-governador tucano estimulou a organização de palanques Lula-Cássio em 2002 e 2006, abandonando à própria sorte "companheiros" de partido (o próprio José Serra, em 2002, e Geraldo Alckimin, em 2006).

Pois é isso que vai ocorrer, tudo ao sabor das conveniências eleitorais dos Cunha Lima e de Ricardo Coutinho. Enquanto Ricardo Coutinho abrirá o palanque Dilma Rousseff-Ricardo Coutinho para abrigar os petistas entranhados em "sua" administração municipal e os petistas cassistas de hoje e sempre, dando a sua candidatura tinturas de esquerda para inseri-lo na verdadeira polarização que ocorrerá em 2010, Cássio Cunha Lima cuidará de montar palanques José Serra-Ricardo Coutinho, colocando na lapela do tucano um girassol e tentando trazer para Coutinho os despojos serristas.

Enfim, laranja será a cor da moda do tucanato brasileiro na Paraíba, o que é uma conveniência, pois, como todos sabemos, tucanos adoram laranjas.

Desafio do PT é evitar predomínio conservador da chapa maranhista

A renúncia à condição de candidato a vice-governador de Luciano Cartaxo abriu espaço para um debate franco e aberto das alternativas. Já expressei neste blog o que penso sobre o fato, ou seja, que o PT deveria privilegiar a disputa para o Senado que, aliás, era o projeto original de todo o partido antes de José Maranhão assumir o governo, e criando as condições tanto para ampliar a base de apoio de esquerda a Lula no Senado, como projetar lideranças do PT para os futuros embates eleitorais no estado.

E Luis Couto era e é um dos nomes de projeção que tem o PT para a disputa, contando com o apoio inclusive da direção estadual do PT, como deixou claro à imprensa o presidente estadual do PT, Rodrigo Soares. Entretanto, Couto faz questão de não deixar uma fresta sequer da janela aberta. A cada declaração de apoio à sua candidatura, o deputado federal do PT responde com uma enxurrada de críticas a José Maranhão e ao PT. Ele só tem olhos para Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e Efraim Moraes. Infelizmente.

Também já fiz referência aqui à força ascendente do atual presidente do PT e deputado estadual, Rodrigo Soares. Soares, que já tinha um nome projetado no estado pela atuação como deputado, ampliou significativamente a influência do seu nome depois que se tornou presidente estadual do PT. Prova disso é sua campanha a deputado federal que se consolida a cada dia, ajudada ainda pela postura intransigente de Luis Couto, seu principal concorrente dentro e fora do PT. Soares, por conta dessas qualidades eleitorais, acrescidas das qualidades políticas de agregador e bom negociador, além de sua juventude, seria um nome alternativo ao de Luis Couto e daria ao eleitorado uma alternativa de centro-esquerda. Entretanto, a existência até agora de nomes com precedência sobre o de Soares (como o de Luciano Cartaxo, para vice, e Luis Couto, para o Senado), ampliou a ojeriza ao risco que o impede hoje de partir para uma ação política mais ousada.

Ao que parece, restará ao PT continuar reivindicando o espaço de vice-governador na chapa maranhista. E isso deve ser feito agora não apenas para preservar o espaço conquistado pelo partido, mas para evitar o predomínio conservador numa chapa que terá como principal oponente um político com origens na esquerda e no próprio PT. Sem o PT, a vaga de vice seria ocupara, provavelmente, pelo deputado federal do PR, Wellington Roberto, que completaria a chapa com o próprio José Maranhão e os candidatos ao Senado, Vital do Rego Filho e Wilson Santiago.

Convenhamos, um belo presente para Ricardo Coutinho, pois isso enfraqueceria perigosamente, por conta da ausência do PT, os vínculos eleitorais de José Maranhão com Lula e Dilma Rousseff, mas, principalmente, daria à chapa uma conformação predominantemente conservadora. Essa chapa, pode-se dizer, teria uma grande resistência de um eleitor típico de esquerda e centro-esquerda, que se tornaria mais suscetível à influência do discurso ricardista, ou mesmo, claro que com menor intensidade, do candidato do PSOL. Eu tenho insistindo: é um erro subestimar a virada à esquerda que o eleitorado nordestino deu depois que Lula assumiu o governo. E esse dado, acredito eu, não é conjuntural, ele expressa a urbanização da sociedade nordestina.

O que o PMDB ganharia em termos de força individual, que é importante para eleger candidatos a cargos proporcionais, perderia em apelo político e vínculos com o eleitorado dos grandes centros. Abriria o flanco para ser derrotado no âmbito do discurso, reforçando a imagem conservadora que a campanha ricardista pretende associar ao maranhismo. O apoio do PT e da esquerda, com participação na chapa, será um contraponto necessário a essa estratégia discursiva. Com a moral que só a esquerda tem para criticar as alianças de Ricardo Coutinho com o conservadorismo anti-Lula e de direita na Paraíba.

Portanto, se resta ao PT, com a recusa de Luis Couto, a candidatura a vice-governador, é imprescindível debater nomes. Nesse caso, restam dois: o do próprio Rodrigo Soares, que, como presidente do PT, reforçaria os vínculos Lula e a candidatura de Dilma Rousseff na Paraíba, bem como emprestaria um ar jovial à chapa maranhista; o outro seria o do deputado estadual Jeová Campos, um nome fortemente vinculado ao Sertão e ao debate sobre um novo projeto de desenvolvimento para a Paraíba. Dois nomes fortes e com projeção estadual, capacitados a permitir que o PT alce novos vôos na Paraíba.

Cabe a José Maranhão acabar com essa lengalenga da vice. Quem quer que seja o nome indicado do PT, só aceitará se tiver a garantias de que será aceito para não correr o risco de expor seu nome à fritura pública a que foi submetido Luciano Cartaxo.

7 comentários:

Zizo mamede disse...

A "miséria da teoria":
1. A urbanização do sertanejo dá votos de esquerda para Lula no Nordeste! E na urbana São Paulo não há?
2. Cassio e Efraim fazem Ricardo Coutinho velho, "direitoso" e conservador! Collor, Sarney, Maluf, Barbalho e Maranhão não afetam a companheira Dilma?
3. Os promissores Rodrigo Soares e Jeová Campos estão corretos, apesar das alianças com o DEM e o PSDB nos subterrâneos da política, ontem e hoje? Nós que defendemos publicamente as nossas estratégias é que estamos errados?
E haja pensamento múltiplo! E haja contorcionismos e malabarismos teoréticos!
Falas sério ???????!!!!!!!!!!!

Flavio Lucio disse...

Zizo,

Primeiro, obrigado pelo comentário e pelas inteligentes observações.
Gostaria apenas de fazer algumas breves considerações sobre seu elas.

1. Considero que o processo de urbanização no Nordeste é o fator mais importante para explicar tanto a emergência recente de novas lideranças políticas (a exemplo de Ricardo Coutinho) como da decadência dos grupos políticos tradicionais.

A ascensão de políticos de tinturas mais à esquerda em toda a região, que era evidente até 2002, consolidou-se com a ascensão de Lula à presidência. O Nordeste, que era até então hegemonizado pelo conservadorismo, especialmente do antigo PFL, hoje o Dem de Efraim Moraes, observa-se atualmente uma inversão disso.

Quantos candidatos competitivos aos governos apóiam, por exemplo, José Serra à presidência?

Assim, ao aliar-se não só a esses grupos, como a adversários do projeto nacional do PT, Ricardo Coutinho pode ter posto a perder todo o trabalho que resultou na sua ascensão política. E você defende que o PT vá junto para o buraco?

Quando Luis Couto e seu grupo condicionou sua participação na chapa ao Senado ao apoio a Ricardo Coutinho, mesmo em aliança com o PSDB e o Dem, ele começou a perder a hegemonia interna do PT, porque estava cometendo um grave erro político, tanto porque ajudou a dividir o PT mais ainda, quanto deixou de lado um projeto bastante exequível para ele e para o partido.

Luís poderia voltar a ser a grande liderança do PT no estado se elegendo senador. Entretanto, preferiu o risco de ser derrotado ao lado de Ricardo e Cássio e Efraim.

Aí, eu faço como você: fala sério!

Gilson disse...

Ora, Maranhão é ele próprio a hegemonia conservadora. Não há vice que mude isso.
Quanto ao Nordeste, as armas eleitorais do lulismo são as mesmas do regime militar: esmolas.

Anônimo disse...

Falas sério?????!!!!!

Flávio respondas os outros questionamentos de zizo!

2. Cassio e Efraim fazem Ricardo Coutinho velho, "direitoso" e conservador! Collor, Sarney, Maluf, Barbalho e Maranhão não afetam a companheira Dilma?
3. Os promissores Rodrigo Soares e Jeová Campos estão corretos, apesar das alianças com o DEM e o PSDB nos subterrâneos da política, ontem e hoje? Nós que defendemos publicamente as nossas estratégias é que estamos errados?

Flavio Lucio disse...

Vou voltar ao debate.

Quanto à primeira questão:

"Cassio e Efraim fazem Ricardo Coutinho velho, "direitoso" e conservador! Collor, Sarney, Maluf, Barbalho e Maranhão não afetam a companheira Dilma?"

Para o PT, Lula e Dilma há uma grande diferença entre eles: enquanto Collor, Sarney, Maluf, Barbalho e Maranhão apóiam o governo Lula, portanto, o projeto do PT, Cássio e Efraim são inimigos desse projeto. Estão do outro lado da trincheira. Como eu acho que Zizo não considera que Lula está errado em aceitar esses apoios e colocar em risco o seu próprio governo, esse argumento é puramente diversionista. Ou seja, se o PT aceita esses apoios, por que o PT não pode apoiar Cássio e Efraim? Há uma linha divisória aqui, que é: que força política é hegemônica nesse projeto? Enquanto o PT é a força hegemônica na disputa presidencial, na Paraíba Ricardo Coutinho é refém de Cunha Lima e Efraim. Retirando o apoio dos dois, o que sobrará para Ricardo? O vazio uma candidatura que se sustenta única e exclusivamente pela pressa e pela ambição política. A parte do PT e Ricardo Coutinho estão ajudando a ressuscitar Cassio e Efraim na política paraibana.

Quanto À pergunta "Rodrigo Soares e Jeová Campos estão corretos, apesar das alianças com o DEM e o PSDB nos subterrâneos da política, ontem e hoje?" eu devo dizer que, particularmente, já critiquei aqui mesmo nesse blog Jeová Campos pela aliança com Wilson Santiago. Entretanto, eu quero lembrar que, pelo menos, Santiago compõe o mesmo bloco que o PT (já foi líder do governo na Câmara, inclusive). Quanto a Rodrigo Soares eu nunca presenciei nem declarações dele nem dobradinhas eleitorais com candidatos que não fossem do PT.

Por fim, essa defesa pública da aliança com o PSDB e o DEM é coisa recente. Porque durante o PED Luís Couto criticou com toda ênfase essa aliança, defendendo a composição de um bloco de centro-esquerda para o governo em 2010.

Os filiados do PT acertaram, portanto, em não legitimar aquele discurso.

Zizo Mamede disse...

Se o DEM e o PSDB decidissem apoiar a companheira Dilma Roussef, quem seria contra? Lula? Luiz Couto? Rodrigo Soares? Jeová? Anastácio? Flavio Lúcio?

Aliás, Maranhão não desejaria o apoio do DEM e do PSDB? Conte outra companheiro.

Em tempo: Niguém no PT defende Efraim Morais que não deve nada a Roseana Sarney do PFL/DEMO que Lula apoiou no 2º turno em 2006, quando o pT estava em outro palanque lá no Maranhão.

Perdemos a oportunidade de eleger um senador do PT na Paraíba(conforme pensamento múltiplo defende) e de derrotar um senador do DEM(isto pensamento múltiplo não entende), tudo isto numa chapa hegemonizada pelo PT/PSB.

E agora o que resta ao PT além de tentar manter sua representação na Câmara dos Deputados? E 2011 poderemos ter o pior no Senado: 03 senadores da oposição.

Em tempo II: hoje muita gente do PT que é contra Cassio Cunha Lima outrora era aliado do mesmo.

Tantas palavras... Outras palavras...

Anônimo disse...

Falas sério!!!!????

Já que voçê diz que nunca "presenciou dobradas (de Rodrigo)com políticos fora do PT", e é bem provável que não pois, presenciar realmente é difícil, elas são feitas nos "subterrâneos da política" más que ele já fez isso muitas vezes pode ter certeza! Para seu conhecimento, acho que voçê até já sabe: 1 - Rodrigo é filho de um político que já foi filiado aos partidos das mais diversas vertentes conservaras e patrimonialista, na sua visão,PSDB e PFL-DEM, Dr. João,atual prefeito de Caaporã;
2 - Tem parentes que também já foram do DEM/PSDB etc, tios/tias, nas cidades de Cruz do Espirito Santo e no vále do Piancó;
3 - Nas eleições em que concorreu 2002 e 2006, inclusive, em 2006 com seu apoio,fez dobradas com políticos tipo Lúcia Braga, Adauto Pereira, etc...
4 - Respondeu a um processo na comissão de ética do PT, movido pelos hoje aliados,Feitosa, Anastácio e Giucélia.

Falas Sério!!!!????