quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PEC 300: A PM VAI PERDER ESSA CHANCE?

José Maranhão moveu a rainha para cima do rei de Ricardo Coutinho, cujo flanco estava desguarnecido, e aplicou-lhe um xeque. O Mago rodopia e quer, a todo custo, mudar de assunto.

Ao defender a implantação imediata da PEC-300 Maranhão mata dois coelhos com uma só cajadada. Primeiro, deixa numa situação difícil os deputados do Dem e PSDB que fizeram a maior festa (pré-eleitoral) pela aprovação da PEC-300, que pretende criar uma isonomia entre os salários dos militares estaduais ativos e inativos de todo o Brasil e teve como referência, inicialmente, os salários dos militares do Distrito Federal.

Segundo, responde com a mesma "generosidade" a "generosidade" que teve Cássio Cunha Lima, quando, ao ser cassado pelo TRE, danou-se a negociar e implantar Planos de Cargos, Carreira e Salários (PCCR) sabendo que quem herdaria a conta seria seu sucessor, José Maranhão. Ganharam os servidores estaduais beneficiados.

Pode-se dizer que isso é manobra de campanha. Provavelmente sim, mas, reconheçamos, não é apenas inquestionável que os policiais (civis e militares) merecem, como colocar-se contra essa proposta demonstra o quanto demagógica foi e é a campanha conta a Segurança Pública da Paraíba nos últimos dois anos. Como é inegável que uma boa educação começa pela valorização do professor, da mesma forma não se concebe que policiais mal remunerados se sintam motivados a arriscar a vida para assegurar o cumprimento da lei.

E não me venham com o argumento de que não existem recursos, pois foram os próprios tucanos que demonstraram, quando ainda estavam no governo, que eles existiam para a implantação dos PCCRs. E, até onde eu sei, não houve sequer um mês de salários atrasados.

Agora, é o próprio governador José Maranhão quem lança a proposta. A grande dúvida para os policiais paraibanos agora é: apostam num compromisso de campanha para atingir um objetivo há muito esperado, pois é improvável que, se eleito, pela repercussão que teve, José Maranhão não efetive a proposta; ou esperar pela aprovação de uma lei no Congresso depois das eleições?

E não é um peso qualquer. Só o Major Fábio teve mais de 68 mil votos para deputado federal montado quase que exclusivamente na defesa da PEC-300. Para uma diferença menor que 10 mil votos no primeiro turno, a PEC-300 pode fazer a diferença...

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