domingo, 17 de outubro de 2010

PROFESSORES DA UFPB ORGANIZAÇÃO MANIFESTO PRÓ-DILMA. ASSINE VOCÊ TAMBÉM

Professores da UFPB estão levantando assinaturas para um manifesto em defasa da candidatura de Dilma Rousseff. Caso você seja professor da instituição, ativo ou aposentado, e deseje contribuir para essa luta, subscrevendo o manifesto, basta enviar mensagem para flavioluciovieira@gmail.com ou ederdant@hotmail.com até a próxima terça-feira (19/10).

Se você quer retornar aos tempos em que a UFPB não tinha recursos sequer para comprar papel para imprimirmos programas de curso, não tinha concursos públicos para a substituição de professores que se aposentavam, não tinha política salarial e tinha greves de 2 em 2 anos, pode ficar à vontade para votar em Serra.

Mas, se você deseja a continuidade do Reuni, que vai dobrar (DOBRAR) o número de alunos nas federais, ampliando o número de vagas e novos cursos (com destaque para o de Medicina, em Cajazeiras) e novos campi nas já existentes (aqui na Paraíba foram: Mamanguape, Rio Tinto, Pombal, Sumé e Cuité), bem como criando mais 10 (DEZ) nova universidade. Mais do que isso, Lula triplicou os investimentos para as Universidades: em 2003, eram R$ 17 bilhões, hoje é R$ 51 bilhões. Além disso, estabeleceu de maneira negociada, o que jamais aconteceu nos governos de FHC-Serra, uma política salarial que assegurou a reposição das perdas da inflação e ganhos reais para todos (TODOS) os professores, ativos e aposentados. Mais do que isso, governo e sindicatos de professores (Proifes e Andes) negociam uma nova carreira, que promete elevar o teto salarial docente para mais de 15 mil Reais. Se você, professor/a que a continuidade, a consolidação e ampliação desses avanços, vote em Dilma. E assine o manifesto abaixo. A universidade agradece. O Brasil também.

Abaixo o texto do manifesto.

MANIFESTO DE PROFESSORES DA UFPB EM DEFESA DA CANDIDATURA DE DILMA (13)

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais em nosso país, nós, professores e pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba, sentimos a necessidade de nos pronunciarmos formalmente em apoio à candidatura Dilma à presidência da República.

Pesou nesta decisão a preocupação com os rumos da disputa nesta etapa da corrida presidencial. Ao invés de debater o seu programa de governo, preferiu a oposição e seus apoiadores partir para lançar infâmias e calúnias contra a candidata do PT. Temas da Idade Média são evocados por setores ultraconservadores como cortina de fumaça para esconder o silêncio sepulcral desses agrupamentos sobre os caminhos que devemos trilhar para continuar desenvolvendo o país, manter a distribuição de renda e a inclusão social, ampliar a educação básica e superior, ampliar e melhorar o acesso à saúde de qualidade, promover a integração regional e fortalecer o papel proativo do país no cenário internacional.

Somos pessoas do mundo da ciência. Tratamos cotidianamente com a criação, inovação e reconstrução do conhecimento. Fazemos pesquisa básica e aplicada. Lecionamos e repassamos este conhecimento para a sociedade. Debruçamo-nos também sobre as indagações maiores da humanidade, sobre os meios e os fins da política, e sobre as condições sociais e políticas para alcançarmos o bem-estar material e espiritual do ser humano, sem qualquer preconceito com relação às opções religiosas, sexuais, políticas ou de etnia. Estudamos o passado, problematizamos o presente e inquirimos sobre o futuro. Nossa inquietude é fruto da extrema necessidade do homem e da mulher de buscar a maneira mais adequada para viver em equilíbrio com os demais seres humanos e com o meio ambiente que nos circunda. Não podemos ficar agarrados a preconceitos. Nossa profissão exige racionalidade, método e, sobretudo, discernimento ético e moral.

O atual governo (Lula/Dilma) respeitou a comunidade acadêmica e ampliou consideravelmente as condições de trabalho das universidades públicas. Preocupa-nos a interrupção desse projeto. Enxergamos não só a necessidade de continuidade, mas seu aperfeiçoamento.

O Brasil, de forma tardia, mas felizmente, ingressou na rota da inclusão social. Direitos sociais, como saúde, educação, transporte e moradia, presentes em quantidade e certa qualidade há mais de 50 anos nos países desenvolvidos, apenas agora começam a se tornar uma realidade, porém longe de atender, de forma ideal, a toda população. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, de 2003 a 2008, o governoLula já havia tirado 20 milhões de pessoas da pobreza.

Percebe-se, no entanto, uma grande resistência de setores da sociedade a esse progresso. A visão elitista da oposição recusa-se a romper a velha contradição da casa grande e da senzala. Formou-se, desse modo, ampla aliança retrógrada que vai desde ruralistas, setores do grande capital, conglomerado da mídia, religiosos fundamentalistas e toda a sorte de homens de negócios escusos para barrarem qualquer avanço porventura conquistado nos últimos oito anos.

Caminhamos em sentido oposto. Acreditamos que o Brasil precisa manter a estabilidade econômica, mas com inclusão social. Para tanto, é preciso que o Estado, que mantém uma dívida histórica com a maioria do povo brasileiro, assuma papel mais propositivo com relação às políticas de desenvolvimento econômico e social. Defendemos a continuidade dos avanços ocorridos no campo da educação desde 2003 até agora. Neste período, o governo federal ampliou o orçamento do MEC de R$ 17 para R$ 51 bilhões e criou um fundo que assegura investimentos da creche ao ensino médio (FUNDEB). Diferente da era FHC/Serra, na era Lula/Dilma, foram criadas 10 novas universidades federais, 45 extensões universitárias e 214 escolas técnicas. O Estado voltou a acreditar no ensino público e gratuito.

Acreditamos que a candidatura Dilma é a que, nas atuais circunstâncias, reúne as melhores condições para implementar um programa de governo voltado para a maioria do povo e para dar sequência às políticas públicas de desenvolvimento econômico, aliadas à sustentabilidade e à inclusão social.

João Pessoa, 15 de outubro de 2010.


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